Sendas & Veredas
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Nietzsche à Luz dos Antigos
a Cosmologia
by João Evangelista Tude De Melo Neto
Part of the Sendas & Veredas series
Por meio da transvaloração dos valores, Nietzsche visou promover uma total reviravolta valorativa no Ocidente. Para levar esse projeto a cabo, ele considerou que seria mister atacar a escatologia, a transcendência e o dualismo que caracterizam a cosmovisão platônico-cristã, uma vez que essas noções seriam utilizadas para legitimar os valores que vigoram na civilização ocidental. Ao enxergar essa relação entre valores e cosmovisão, Nietzsche se empenhou em elaborar uma cosmologia caracterizada como um cristianismo e um platonismo invertidos. Em outros termos, para inverter a forma de valorar do Ocidente, também se faria necessário colocar de cabeça para baixo a cosmovisão que o norteia. Capaz de levar o homem ocidental a repensar a totalidade cósmica como pura imanência e a deslocar a noção de eternidade do "Céu" para "Terra", essa "nova" cosmologia viria a minar os alicerces da moral vigente e, simultaneamente, preparar as bases para a criação de novos valores. Ao longo deste livro, iremos examinar a referida cosmologia e como o filósofo do Zaratustra a ela chegou partindo do pensamento de Heráclito e da física estoica.
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As Doenças da Personalidade
by Théodule Ribot
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Não sabemos com certeza quais os textos de Ribot que foram lidos por Nietzsche. Embora consideremos ser impossível refazer toda a trama de influências sobre o pensamento nietzschiano, podemos encontrar na obra do filósofo alemão várias semelhanças teóricas com os textos de Ribot: a continuidade entre o físico e o espiritual; a consciência como produto do desenvolvimento orgânico; o projeto de uma nova psicologia; a decadência cultural causada por doenças fisiológicas; entre outras. Não se trata, entretanto, de mostrar uma influência, mas de compreender que, de alguma forma, Nietzsche estava inserido em um projeto de transformação dos modos de conhecimento e de entender o mundo, o homem e a cultura, especialmente no contexto francês da psicofisiologia. As Doenças da Personalidade, publicado em 1885, é o último livro da trilogia sobre doenças psicológicas, que já havia investigado as desordens da memória e da vontade. Ribot aborda os vários tipos de doenças da personalidade para esclarecer como a evolução construiu algo tão complexo como a personalidade e a individualidade humanas. Em todos os casos, inclusive o normal, os estados psicológicos remetem a estados físicos. O texto pretende mostrar que o eu não é uma entidade unitária e imutável, causa das ações humanas, mas uma multiplicidade dinâmica de ações nervosas e, portanto, a resultante de processos orgânicos.
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Nietzsche contra Darwin
by Wilson Antonio Frezzatti Jr.
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As críticas nietzschianas contra o darwinismo, ou contra aquilo que Nietzsche acredita serem o darwinismo e as ideias de Darwin, suas críticas ao mecanicismo e, como acreditamos, sua rejeição a projetos eugenistas imbricam-se na noção nietzschiana de vida como processo contínuo de autossuperação, na sua tentativa de superação da metafísica e dos conceitos fixos, absolutos e imutáveis. O homem não tem uma natureza a ser atingida, seja ela predeterminada ou finalidade de um processo evolutivo. Nietzsche alerta-nos contra a "necessidade atomista", tanto em sua vertente corporal como anímica.
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A Origem dos Sentimentos Morais
by Paul Rée
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Com propósito descritivo e sem pretensão de oferecer uma moral normativa, este livro do filósofo alemão Paul Rée é o primeiro da série Fontes da Coleção Sendas & Veredas, que traz textos de pensadores com quem Nietzsche dialogou, criando a oportunidade de abrir-se a seu universo cultural e recuperar a relação entre filosofia e cultura. Analisa os sentimentos presentes na origem dos conceitos morais e discussões argutas sobre a consciência moral, a vontade livre, o direito, a possibilidade do progresso moral e a busca de felicidade. Esta obra é exemplo de uma posição naturalista no século XIX, que pode ser considerada um dos primeiros escritos de um campo de pesquisa que atualmente é chamado de sociobiologia, psicologia evolutiva ou ética evolucionista, o que faz com que este texto guarde um valor próprio, em termos históricos e filosóficos.
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Nietzsche no Brasil (1922-1945)
Modernistas e intérpretes do país
by Geraldo Dias
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Tendo como recorte preciso certa produção da intelligentsia brasileira, Nietzsche no Brasil (1922-1945): Modernistas e Intérpretes do País, de Geraldo Dias, analisa de forma precisa a recepção da filosofia nietzschiana nesse período, de 1922 a 1945, trazendo à luz um aspecto para o qual poucos pesquisadores atentam. Na literatura, modernistas como Mário de Andrade e Manuel Bandeira, bem estudados no livro, e no registro ensaístico-sociológico, sobretudo Paulo Prado, Gilberto Freyre e Sérgio Buarque de Holanda, teriam recorrido ao pensamento de Nietzsche, em maior ou menor escala, nas suas produções. Eis a originalidade e a pertinência desse trabalho de recepção filosófica.
Conhecedor do pensamento de Nietzsche, Geraldo Dias não deixa de afirmar, mais de uma vez, que Nietzsche do Brasil (1922-1945): Modernistas e Intérpretes do País não é sobre o pensamento do filósofo alemão, não é um trabalho em História da Filosofia; é, isto sim, um trabalho de recepção. Nessa seara, sistematizando todo um período, ele abre de forma consistente uma via inédita de pesquisa, que certamente não apenas mudará o olhar dos especialistas da filosofia nietzschiana, mas também, ao iluminar a procedência de certas ideias, contribuirá para o adensamento dos estudos culturais e sociais num país que, pela sua condição periférica, custa a se firmar.
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Cultura, Ortografia e Música
by Peter Gast
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Mais do que um mero "braço direito" de Nietzsche, Heinrich Köselitz (vulgo Peter Gast) constitui uma espinha dorsal no itinerário intelectual do filósofo alemão. Fruto de uma interlocução empreendida ao longo de quinze anos, a influência exercida por Gast sobre as ideias, o estilo e inclusive as vivências do autor de Assim Falava Zaratustra não pode ser legitimamente medida sem um exame atento daquilo que o compositor pensou e escreveu. Daí a importância da presente coletânea, Cultura, Ortografia e Música. Fazendo intervir três textos inéditos e seminais ("Leis no Curso de Desenvolvimento da Humanidade?", "Sobre Ortografia" e "Sobre Música e Músicos"), bem como duas peças musicais originais de Gast e Nietzsche, respectivamente (Thorenlied e Gebet an das Leben), ela vem a lume justamente na esperança de sanar essa lacuna, visando contribuir, outrossim, com o estudo cuidadoso e edificante do legado nietzschiano.
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Nietzsche, "o Bom Europeu"
A Recepção Na Alemanha, Na França E Na Itália
by Scarlett Marton
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Se, ao preconizar a união europeia, Nietzsche aparece como um visionário, ao buscar uma solução para o mal-estar que se abate sobre o continente, apresenta-se como um pensador que não soube compreender as transformações econmicas, políticas e sociais da sua época. Nesse sentido, os estudos da recepção do pensamento nietzschiano na Alemanha, na Itália e na França, em que pesem os pontos em comum, bem mostram que as cores nacionais continuam presentes de modo muito nítido nos textos publicados acerca das ideias de Nietzsche nesses países. Em suma: a união europeia continua a constituir um desiderato.
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Perspectivismo e Relativismo na Filosofia de Nietzsche
by Eder Corbanezi
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Este livro investiga a relação problemática entre perspectivismo e relativismo na filosofia de Nietzsche. Inscrito no mundo, entendido como vontades de potência que buscam impor seus próprios pontos de vista, o perspectivismo propõe a ideia de que não existem fatos, mas apenas interpretações relativas. Cumpre então perguntar se tal perspectivismo incorreria num relativismo radical, segundo o qual todas as interpretações teriam o mesmo valor. Esse problema, a nosso ver, não é passível de resposta unilateral, com um simples sim ou não. Por um lado, os escritos de Nietzsche indicam que ele não pretenderia assumir a posição de um relativista radical, visto que hierarquiza as interpretações e reivindica a superioridade de sua própria concepção de mundo. Sua filosofia parece até mesmo inviabilizar aquele relativismo: ao associar os conceitos de perspectiva e de interpretação ao de valor, faz ver que toda perspectiva e toda interpretação avaliam e hierarquizam, de modo que inexistiriam perspectivas e interpretações que pudessem efetivamente considerar as demais como dotadas de mesmo valor. Por outro lado, inscrito o perspectivismo no mundo, todo e qualquer critério estabelecido para hierarquizar as interpretações teria de ser relativo a uma perspectiva e a uma interpretação determinadas. Assim, uma vez considerada a relatividade de todo critério, ressurge o problema do relativismo.
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