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Publicado originalmente em 1924, o romance Mãe, de Chrysanthème, mergulha nos dilemas morais e afetivos enfrentados por uma mulher no início do século XX.
Acompanhamos a trajetória de Regina, jovem frágil e sensível, que vê sua vida transformada por um casamento arranjado e sem afeto. O marido, violento e interesseiro, a submete a abusos físicos, morais e emocionais, arrastando-a para uma existência de privações. Grávida e exausta, Regina encontra coragem para romper com esse ciclo e se refugia na casa de uma tia, onde nasce sua filha - motivo de alegria, mas também de novas angústias.
Entre tensões familiares, julgamentos sociais e dificuldades materiais, Regina consagra sua vida à maternidade, evitando qualquer envolvimento amoroso que possa manchar sua honra - e, por consequência, a reputação da filha. A narrativa acompanha seus sacrifícios, desejos silenciados e momentos de esperança, com saltos temporais que revelam a passagem do tempo e as marcas que ele deixa nas escolhas femininas.
Neste romance delicado e, por vezes, brutal, Chrysanthème retrata com crueza a rigidez das normas sociais e o peso da moral burguesa sobre o corpo e o destino das mulheres. A autora não foge das contradições de seu tempo, incluindo passagens que refletem preconceitos que, ainda hoje, reverberam em nossa sociedade.
Esta nova edição de Mãe teve a ortografia atualizada e conta com notas explicativas para termos e expressões fora de uso.

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"Dentre as figuras notáveis na literatura feminina da nossa terra, assoma uma fulguração deslumbradora, Mme. Chrysanthème, a cronista, a romancista, que o público não se fatiga de admirar e aplaudir. [...] Mãe, o último fruto dessa alma fecunda, é um romance observado na vida de todos os dias, que a autora deve ter descrito entre lágrimas, pensando menos que sentindo: é uma obra mais coração que i
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