Em um cenário de guerra cada vez mais difuso, no qual atores não estatais desafiam o monopólio da força e as fronteiras entre combate e não combate se tornam incertas, os dilemas éticos ganham nova intensidade. Neste livro, a autora investiga como o emprego do poder aéreo se insere nesse contexto de transformações profundas, marcado pela chamada guerra de quarta geração.
Partindo da tradição da guerra justa e dialogando com seus desdobramentos contemporâneos, a obra questiona se as normas do Direito Internacional Humanitário são suficientes para orientar decisões em um ambiente onde o ceticismo moral e a complexidade operacional colocam em xeque referenciais clássicos.
Mais do que identificar problemas, o livro propõe caminhos. Ao destacar a importância da resiliência moral dos operadores do poder aéreo, resgata a centralidade das virtudes como fundamento ético e aponta para a necessidade de evolução da doutrina militar diante dos desafios atuais.
Combinando rigor teórico e relevância prática, esta é uma leitura essencial para quem busca compreender os limites - e as responsabilidades - do uso da força aérea na guerra do século XXI.