O mundo físico, sua exuberâncias e discrepâncias existe, e se eu não existisse eu não acreditaria, ao passo que saio do meu mundo e vou para o mundo extrassensorial que passa a existir com a eloquência da literatura, sua escrita e leitura, e ao observar a dinâmica dos tempos milenares e seculares, tudo parece imutável sem leitura, ao mesmo tempo é possível voltarmos a anos-luz da criação com o pensamento filosófico, e era o que é, persisto em compreender as grandes nuances dos acontecimentos e a incrível persuasão dos sentidos, passa então e ver e a valorizar o que nos resta, se sou cego, enxergo com alma, toco as mãos de quem não existe para o cético, dou um passo é toda uma locomoção, comoção, ouço um burburinho são os anjos pedindo benção para mim, e numa condição inóspita com o conforto que tem os clérigos, não dizime populações inteiras se existe incredulidade diante das mazelas, veio um homem e nos falou de fé, veio Deus e seu silencio nos dizer para amar, parece complexo, mas é simples, parece simples, mas é complexo, pois as direções são várias, e um dia sofrer é desígnio humano, mais ainda por falta de sabedoria, gesticulo, então, percebo minha voz nos quatro cantos da terra, digito, os anjos vem até mil correligionários da esperança, mas não me envolvo com o pecado, com o crime e com a perversão, sendo assim eu sou raízes dogmáticas, castelos de sombras e o aviso que precisamos evitar a dor da ignorância.