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Em maio de 1925, Virginia Woolf publicava uma de suas obras mais célebres: Mrs. Dalloway. O romance acompanha Clarissa Dalloway, eternamente lembrada por leitoras e leitores como aquela que compraria suas próprias flores e anfitriã de uma grande festa.
Embora Woolf costumasse se desapegar rapidamente de seus textos após finalizá-los, Mrs. Dalloway permaneceu em sua mente por mais tempo do que o habitual. Não por acaso, durante o processo de criação do romance, ela escreveu outros sete contos que se desdobram a partir da atmosfera da festa de Clarissa.
Esse gesto revela uma espécie de fascínio - talvez uma obsessão - pela "teatralidade da festa", como aponta Ana Carolina Mesquita, tradutora da Coleção Virginia Woolf, na apresentação de Mrs. Dalloway em Bond Street, um dos textos que retomam a essência do romance.
Com diversos temas e questões pertinentes ao momento de pós-guerra em que a escritora se inseria, a obra se tornou uma grande referência para aqueles que são apaixonados pela literatura woolfiana. É por isso que a Nós publica essa nova tradução: Virginia Woolf nos lembra de olhar para borboletas, ainda que aviões de guerra sobrevoem nossas casas. Não como um escapismo, nem para ignorar ameaças bastante concretas. Mas porque a vida não é nem só aviões, nem só borboletas: a vida é intercessão incessante, um movimento contínuo que segue resistindo e cedendo, contra todas as nossas previsões.
Embora Woolf costumasse se desapegar rapidamente de seus textos após finalizá-los, Mrs. Dalloway permaneceu em sua mente por mais tempo do que o habitual. Não por acaso, durante o processo de criação do romance, ela escreveu outros sete contos que se desdobram a partir da atmosfera da festa de Clarissa.
Esse gesto revela uma espécie de fascínio - talvez uma obsessão - pela "teatralidade da festa", como aponta Ana Carolina Mesquita, tradutora da Coleção Virginia Woolf, na apresentação de Mrs. Dalloway em Bond Street, um dos textos que retomam a essência do romance.
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