E se os nossos antepassados já tivessem enfrentado o medo das máquinas pensantes?
Cada geração acredita que enfrenta sozinha o medo do que criou. Não é assim. Há séculos e milênios, rabinos, sábios budistas, filósofos taoístas, anciãos ojibwe e mestres africanos já se perguntavam o que fazer diante de algo fabricado que talvez pudesse agir por conta própria, sem que ninguém tivesse um meio confiável de olhar por dentro e saber.
Este livro percorre dez tradições que não copiaram umas às outras: o golem do Talmude, a torre de Babel, o Livro dos Vigilantes, o khalifa do Alcorão, os guardiões mecânicos do rei Ajatasatru, o salão de cristal de Maya no Mahabharata, as ferramentas com espírito do Japão, o jardineiro do Zhuangzi, o ubuntu africano e a relação dos povos ojibwe, saami e maori com o que não é humano.
Delas surge um padrão surpreendente: três perguntas (ela responde?, quem responde por ela?, como cuidamos dessa relação ao longo do tempo?) que servem hoje a qualquer pessoa, creia no que crer, sem precisar resolver antes se uma máquina pode pensar ou sentir. E, no fim, hábitos concretos para colocá-las em prática a partir de amanhã.
Sem doutrina e sem alarmismo: nem profecia nem pânico, mas sabedoria testada pelo tempo para uma época nova.
Para quem sente inquietação diante da inteligência artificial, para leitores de filosofia, religião comparada e ética, e para líderes, educadores e famílias que desejam uma conversa mais serena.