A maternidade é frequentemente apresentada como uma experiência natural, universal e repleta de amor. Mas o que acontece quando olhamos para além dessa imagem idealizada? Neste livro, a autora investiga como a maternidade foi sendo construída e transformada ao longo das últimas décadas - dos anos 1950 até a era das redes sociais. Entre a figura da dona de casa, a "supermãe" e as novas formas de cuidado, como as chamadas "mães de pet" e "mães de planta", emergem disputas profundas sobre o que significa cuidar. Ao mesmo tempo em que a maternidade se torna conteúdo, estética e até produto, milhões de mulheres enfrentam a sobrecarga, a falta de apoio e desigualdades estruturais que tornam o maternar um desafio cotidiano. Com uma escrita acessível e fundamentada em importantes pensadoras contemporâneas, esta obra revela que não existe uma única forma de ser mãe - mas múltiplas maternidades atravessadas por classe, raça, gênero e condições sociais. Mais do que um estudo, este livro é um convite à reflexão: afinal, quem pode maternar - e em que condições?