Skip to main content
  • Hoopla logo
  • Browse
  • My Hoopla
  • Log In
Books, videos, and music - all free from your public library!
LoginSign Up

Footer

Hoopla logo, Go to homepage
  • For Patrons
  • For Libraries (opens in new window)
  • For Vendors (opens in new window)
  • Facebook (opens in new window)
  • X (opens in new window)
  • Instagram (opens in new window)
  • YouTube (opens in new window)
  • TikTok (opens in new window)
  • LinkedIn (opens in new window)

Our Company

  • Our Story
  • Get Hoopla for your Library (opens in new window)
  • Get your content on hoopla (opens in new window)
  • Join our team (opens in new window)
  • Accessibility Statement

Our Content

  • Audiobooks
  • Ebooks
  • Movies
  • Television
  • Comics
  • BingePasses
  • Music
  • The Loop Blog

Help

  • Help Center
  • Submit Feedback
  • Facebook (opens in new window)
  • X (opens in new window)
  • Instagram (opens in new window)
  • YouTube (opens in new window)
  • TikTok (opens in new window)
  • LinkedIn (opens in new window)
  • Download on the App Store (opens in new window)
  • Get it on Google Play (opens in new window)
  • Available at Amazon Appstore (opens in new window)
© 2026 Midwest Tape, LLC. All rights reserved. Privacy Policy | Terms of Use
  1. Navigate Home
  2. Ebooks
  3. Enterre-me

EBOOK

Enterre-me

Marcela Monaco
(0)
sign up
Year
2023
Language
Portuguese
Publisher
Viseu

About

As cores representam nossos sentimentos, mas não no sentido austero do senso comum, e isso porque, para ela, o vermelho não representava o amor, mas a dor. O amor, sim, era negro, como minha pele e meus olhos, como a imagem que víamos quando nos beijávamos e como o céu noturno que apreciávamos deitados no capô do carro, em completo sigilo.
Mas desde que a matei acidentalmente no solstício de verão, não vejo cor alguma, senão o cinza apático. Deixei de me interessar pelo mundo, pela Cratera de Baltimore e pelos estudos de meu idolatrado físico, Vincent Willford. Deixei de visitar o cemitério. Nunca fui lá para vê-la, porque de nada adiantaria levar flores a alguém que não agradeceria, porque estava morta. Eu me tornei esse jovem empedernido que nada evolui, mas nada mais também decai. Estou com meu lócus no muro à frente, e ele é cinza. Não procuro ou me empenho em contorná-lo ou enfrentá-lo, porque me é cômodo essa nova forma de experienciar o que restou da vida.
Eu não pude estar no velório dela, mas foi melhor assim.
Para não a enterrar, eu enterrei minhas cores – meus mais profundos e sinceros sentimentos. Dessa maneira, eu posso sobreviver sem me desfazer em tonalidades aterradoras, que nunca a trarão de volta aos meus braços.
No entanto, minha sanidade mental veio me alertar que, por mais que eu não seja colorista, ainda há em mim o que tanto me empenhei em enterrar no fundo de meu âmago, mas isso eu não desejo reaver em hipótese alguma. Abstenho-me dos sentimentos, se isso significar não a enterrar.
Eu só não posso e não quero enterrá-la.

Related Subjects

  • General
  • Romance
  • Adult Fiction

Artists

Marcela MonacoAuthor