EBOOK

Cabaré no Gueto de Varsóvia.

Melody Palace

Lázaro Droznes
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Cabaré no Gueto de Varsóvia.


Melody Palace


Teatro, canções e humor para sobreviver no inferno


Durante a Segunda Guerra Mundial, o povo judeu desenvolveu uma intensa atividade cultural nos campos de concentração, nos campos de extermínio e nos guetos. Teatro, música, cabaré, ópera foram os focos da resistência espiritual que habilitou sua sobrevivência.


Este livro está dedicado ao humor e ao cabaré judeu, a forma teatral que reúne textos, canto e dança em um só espetáculo.


O humor judeu é uma forma de processamento da dor e do sofrimento. Nesse instante mágico, no qual aparece o instantâneo de uma piada, desaparecem a fome, os refeitórios populares, os trabalhos forçados, o tifo, os mortos nas veredas, o mercado negro, os cartões de comida, as deportações ao Leste e um sem fim de sofrimentos experimentados por uma só razão: ser judeu.


Através do humor, o povo judeu pode conservar sua dignidade e sentir que seguiam sendo seres humanos, apesar de todos as tentativas nazistas de destruir neles todo vestígio de humanidade.


O humor pode transformar o pessimismo em otimismo. A resignação em esperança. O presente em futuro.


Através do humor, o povo judeu realizou sua obra suprema de sabotagem: a sobrevivência. Impediu que suas debilidades fossem mais fortes que suas fortalezas.


O humor é a arma secreta do povo judeu. Os Nazistas não entenderam porque os nazistas nunca tiveram senso de humor. Porque o alemão é igual ao iídiche, mas sem senso de humor.


O humor antes, durante e depois da Segunda Guerra Mundial tem sido um espaço de liberdade no inferno, onde foi possível ser otimista e deixar o pessimismo para tempos melhores.


O povo que não ri está morto antes de morrer. O povo judeu tem sabido rir para sobreviver.


Cada dia, havia um só pensamento: só um dia mais. Nesses escuros dias, nos quais o futuro já não era o qu

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