Clássicos
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Tratado Sobre a Tolerância
by Various Authors
Part of the Clássicos series
Um manifesto em defesa da diversidade humana Em 13 de outubro de 1761, a notícia da morte de Marc-Antoine Calas comoveu os moradores de Toulouse, na França. Havia boatos de que o jovem protestante se convertera ao catolicismo, e não tardaram os rumores de que o episódio – talvez um assassinato, talvez um suicídio – teria como responsável Jean Calas, pai do morto, motivado por sua religião. Para Voltaire, que investigou o caso, os acontecimentos que levaram à execução de Jean Calas constituíam, na realidade, um equívoco judicial movido por fanatismo religioso. O Tratado sobre a tolerância foi publicado com o duplo objetivo de reabilitar Jean Calas e salvar a honra de sua família. Contudo, as ideias apresentadas no texto ultrapassam suas circunstâncias de composição, e o livro pode ser lido como um manifesto em defesa da diversidade humana.

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O cortiço
Com questões de vestibulares
by Aluísio Azevedo
Part of the Clássicos series
A obra descreve a ascensão social do comerciante português João Romão, dono de uma venda, uma pedreira e um cortiço, próximo ao sobrado de um patrício endinheirado, o comendador Miranda. A rivalidade entre os dois aumenta à medida que cresce o número de casinhas do cortiço, alugadas, na sua maioria, pelos empregados da pedreira, que também fazem compras na venda de João Romão, que, desse modo passa a enriquecer rapidamente. Com a intenção obsessiva de tornar-se rico, João Romão economiza cada moeda e explora quem quer que seja sempre que tem oportunidade, como o faz com a escrava fugida chamada Bertoleza que o auxilia no trabalho duro e para quem ele forjou um documento de alforria.
O sonho de João Romão é adquirir prestígio social, como seu patrício Miranda. Este, à medida que o vendeiro vai enriquecendo, passa a considerar a possibilidade de oferecer-lhe a mão de sua filha, Zulmira; assim um amigo em comum, Botelho, se faz de intermediário das negociações e tudo fica arranjado. João Romão fica noivo de Zulmira, alcançando assim um patamar mais alto na escala social. O único inconveniente é a escrava Bertoleza, que não aceita ser descartada, para qual João Romão arma um plano: denuncia Bertoleza como escrava fugida a seu verdadeiro dono que vai com a polícia prendê-la. João Romão faz de conta que não sabe de nada e a entrega. Bertoleza percebe que Romão, sem coragem de mandá-la embora ou de matá-Ia, preparou essa armadilha para devolvê-la ao cativeiro, desesperada, ela se mata.
A narração desses fatos da vida de João Romão entrelaça-se com a narração de vários episódios dos moradores do cortiço, cuja luta pela sobrevivência é dura e cruel. O caso de Jerônimo é exemplar da visão naturalista de Azevedo, Jerônimo é um operário português contratado por João Romão para trabalhar na pedreira, é sério e honesto, casado com Piedade, também portuguesa. Eles têm uma filha criança e vivem bem como família. Mas no cortiço, Jerônimo começa a sofrer influência daquele ambiente desregrado então apaixona-se pela mulata Rita Baiana, por ela, mata um rival e abandona a família.
Acompanhando a evolução social de João Romão, o cortiço também se desenvolve, principalmente depois de um grande incêndio, quando passa por reformas e transforma-se na "Avenida São Romão", com melhor aparência e uma população mais ordeira. A população mais baixa e miserável se transfere para outro cortiço, o "Cabeça de Gato", mantendo-se assim a engrenagem do sistema social em que predomina a lei do mais forte.

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Memórias de um sargento de milícias
Com questões de vestibulares
by Manuel Antônio De Almeida
Part of the Clássicos series
Memórias de um Sargento de Milícias é um romance de Manuel Antônio de Almeida. Foi publicado originalmente em folhetins no Correio Mercantil do Rio de Janeiro, entre 1852 e 1853, anonimamente. O livro foi publicado em 1854, no lugar do autor constava "um brasileiro".
A narrativa de Memórias de um sargento de milícias, de estilo jornalístico e direto, incorpora a linguagem das ruas, classes média e baixa, fugindo aos padrões românticos da época, quando os romances retratavam os ambientes aristocráticos. A experiência de ter tido uma infância pobre contribuiu para que Manuel Antônio de Almeida desenvolvesse a sua obra.
Conta a história de Leonardo, quando era pequeno só sabia aprontar travessuras e quando cresceu virou um sargento de milícias. São personagens: a sua mãe, Maria da Hortaliça; seu pai, Leonardo-Pataca; seu padrinho, barbeiro de profissão, e sua madrinha.
Quando seus pais brigaram, ele foi morar com o Padrinho que tentou educá-lo para que fosse padre. Contudo, o Padrinho não obteve sucesso em seus planos, pois o menino só sabia fazer brincadeiras e travessuras. O padrinho, muito paciente com o menino, conseguiu que ele ficasse na escola por mais dois anos. Assim, Leonardo aprendeu a ler muito mal e à escrever pior ainda.
Depois de crescer mais um pouco conheceu Luisinha, sobrinha de D. Maria, por quem logo se apaixonou. Porém, José Manuel, um conhecido da família de D. Maria, pediu Luisinha em casamento com o intuito de roubar sua fortuna e Leonardo, que já sabia disso, fez de tudo para impedir o casamento: contou o interesse de José Manuel a seu padrinho e à madrinha, que foi logo contar para D. Maria que expulsou José Manuel de sua casa e proibiu o casamento.
Dias depois, seu padrinho caiu gravemente enfermo e três dias depois morreu deixando uma herança, que ganhou do capitão do navio negreiro no qual serviu como médico, para Leonardo. E então, com interesse no dinheiro do filho, Leonardo-Pataca convidou Leonardo para morar com ele. Mas não demorou muito tempo para acontecer a primeira briga entre pai e filho. Leonardo foge de casa e encontra seu velho amigo e se apaixona por Vidinha e por alí fica. Então foi preso e solto. E no final casou-se com Luisa e virou Sargento de Milícias.
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